Ano Internacional da Química

02 de Novembro de 2011por: Isadora Gírio

A partir do próximo dia 31 de Outubro até ao dia 12 de Novembro, vai estar patente na nossa escola, uma exposição alusiva ao “Ano Internacional da Química”, aproveitando a comemoração dos 100 anos da Sociedade Portuguesa da Química. A exposição foi cedida gratuitamente pelo grupo Avante Ciência, que tem todo o interesse que as escolas aproveitem da melhor forma os seus trabalhos para divulgar a ciência.
Todo o Espaço da Ciência será acompanhado por uma exposição que começa por dar a conhecer o que era a química ainda antes de o ser, ou seja a alquimia. A importância do Renascimento, do Iluminismo e de Lavoisier, entre muitas outras personalidades, numa retrospectiva histórica. Os alunos terão ainda oportunidade de perceber a importância da química na actualidade, nos alimentos, na saúde, no ambiente e na energia, quando em Março por altura da semana das ciências, vier até à nossa escola a segunda parte desta exposição.
Mas se a química é vida também a poesia o é, daí a referência à «Lição sobre a água», do cientista e poeta Rómulo de Carvalho, (sob o pseudónimo de António Gedeão), que enuncia as propriedades químicas para caracterizar a água, juntando-lhe sentimentos e emoções. 
Este espaço teve ainda a colaboração do professor Máximo Ferreira, com a parte da astronomia, e do Espaço Ciência Viva, de Constância, que trataram a química no universo. «Só entendemos o que se passa no dia-a-dia quando percebermos o que se passa no universo, como ele nos influencia», sublinhou Augusto Flor, responsável por o grupo do Avante Ciência.

Este líquido é água. Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.


É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.


Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.


António Gedeão

 

 

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Educação, Comunidade